A origem da comemoração do Natal

Data não era celebrada pelos cristãos primitivos; o 25 de dezembro só foi mencionado pela primeira vez no ano 336:

Os cristãos primitivos não celebravam o Natal porque consideravam a comemoração do aniversário de uma pessoa – mesmo que do Messias, filho de Deus – um costume pagão. A primeira menção de observância do nascimento de Cristo aparece por volta do ano 200. Durante muitos anos, a data era comemorada em dias variados, entre os meses de dezembro e janeiro.

O dia 25 de dezembro foi mencionado pela primeira vez em 336. Cristãos egípcios celebravam o Natal no dia 6 de janeiro. Muitos membros das Igrejas Ortodoxas orientais ainda comemoram a natividade nesta data. Para os demais cristãos, neste dia é comemorada a adoração dos três Reis Magos, que seguiram a estrela até Belém para honrar o Messias.

Durante muitos anos, considerou-se o Natal apenas uma festa religiosa. Mas, gradualmente, foi-se adotando costumes sem relação com a Igreja. A maioria deles se originou de culturas anteriores ao cristianismo. Na Inglaterra, durante a Idade Média, o Natal se tornou o dia mais alegre do ano. Na Renascença, a arte religiosa abusou de pinturas e imagens do Natal, muitas vezes adaptando a passagem do Oriente Médio para ambientes europeus – e ressaltando a figura da Virgem Maria (a Madonna), às vezes até mais do que a do Jesus recém-nascido. Roupas, utensílios, móveis e outros elementos dos séculos XV e XVI foram incorporados às pinturas.  

Passagem bíblica

Embora nunca se tenha achado uma prova do Jesus histórico – uma busca que fascina historiadores, arqueólogos, cientistas, lingüistas e alguns teólogos – há uma espécie de consenso entre pesquisadores de que Jesus deve ter nascido entre o  ano 7 e 6 a.C. Além dos Evangelhos da Bíblia, o único relato a respeito de Jesus é o historiador Flavio Josefo (37-94d.C.), judeu que se tornou cidadão romano no reinado de Vespasiano e que tem uma vasta obra dedicada a história do povo hebreu. Cita Josefo, em seu livro 'Antiguidades Judaicas' (escrito por volta do ano 93): "Por este tempo apareceu Jesus, um homem sábio (se for correto chamá-lo de homem, já que fez muitos milagres) que atraiu muitos seguidores judeus (e também gregos)". 

Todo o resto sobre o nascimento de Jesus encontra-se na Bíblia - o nascimento, especificamente, é detalhado em Lucas 2 e Mateus 1;2. O Evangelho de São Lucas conta a história dos pastores que cuidavam de seus rebanhos, quando um anjo lhes apareceu e disse-lhes que o Salvador nascera em Belém. Os pastores foram a Belém para ver Jesus.

NOTA IASDTatuí – Este relato de Lucas é a única indicação bíblica que nos aponta sobre a época em que Jesus nasceu (já que 25 de dezembro é uma data pagã dedicada ao Sol e adotada pela igreja de Roma como a data do nascimento de Jesus). Sabemos que durante o inverno (Dez/Fev), os pastores recolhiam as suas ovelhas em suas próprias casas e que somente após  o degelo é que levavam-nas para pastarem nas montanhas e lá permaneciam até o verão se aproximar. Portanto, como o anjo os encontrou nos campos, indica-nos que o nascimento de Jesus ocorreu por volta de maio!

Os três magos do Oriente, segundo a narrativa do evangelista Mateus (2, 1-12), foram a Belém guiados pela estrela para adorar ao rei dos judeus recém-nascido, levando em oferenda ouro, incenso e mirra. O Evangelho não traz mais detalhes – a não ser que os três passaram antes pelo castelo de Herodes perguntando sobre o nascimento do Messias, atiçando assim a ira do soberano, que ordenou o sacrifício dos primogênitos.

NOTA IASDTatuí – Onde está escrito que foram três, os magos? Mateus cita “uns magos” e pressupor que por ser três os presentes, deveria ser três os doadores é inferência confirmada apenas pela TRADIÇÃO...

Nos primeiros séculos do cristianismo, segundo a tradição oral, acreditava-se que os três eram sábios astrólogos, sacerdotes de povos orientais, como os caldeus ou persas. A partir do século VI, a Igreja passou a considerá-los reis e lhes nomeou pessoalmente (Melchior, Baltasar e Gaspar), atribuindo a cada um deles características próprias. Assim, Melchior seria o representante da raça branca, européia, e dos descendentes de Jafé; Baltasar representaria a raça amarela, habitante da Ásia e descendente de Sem, enquanto Gaspar pertenceria à raça negra, proveniente da África e que teria como ascendente Cam. Segundo este dogma, o Evangelho pretendia mostrar que povos distantes e culturas diferentes reconhecem em Jesus o Messias.

By AOL - 13:15 - 19/12/2003