Lição 8

15 a 20 de fevereiro

O Bom Pastor

Lição dos jovens 812004


"Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (João 10:11).

Prévia da semana: "Muitos dos que ouviram a Jesus estavam a prantear desvanecidas esperanças, muitos nutriam algum desgosto oculto, muitos ainda procuravam satisfazer seus inquietos anseios com as coisas do mundo e o louvor dos homens; mas, obtido tudo, verificavam haver labutado para alcançar nada mais que uma cisterna rota, na qual se não podiam saciar" (O Desejado de Todas as Nações, pág. 454). Para os que foram feridos e magoados pela vida, o Evangelho oferece Jesus como a chave para uma vida abundante (João 10:10). Ele é a Água e a Luz, a Porta e o Bom Pastor.

Leitura adicional: João 7-10; 1:10; Sal. 23; Isa. 53:4-6; 40:11; Jer. 3:15; 23:1-4; Ezeq. 34; O Desejado de Todas as Nações, págs. 476-484


Domingo, 15 de fevereiro

Introdução
DEUS AINDA FALA? 

Em João 7-10, Jesus participou da Festa dos Tabernáculos no templo de Jerusalém. Sua presença na festa o levou a repetidos confrontos com a liderança religiosa. Esses confrontos estão registrados no Evangelho de João, porque ofereceram a Jesus a oportunidade de esclarecer Sua missão. A Festa dos Tabernáculos servia para lembrar que, assim como Deus proveu água, luz e alimento a Israel no deserto, Ele também pode prover às necessidades do presente.

1. O que Jesus ofereceu em lugar da cerimônia da água da festa? João 7:37-39. De acordo com Jesus, o que a luz representa? João 8:12

Como um pastor toma conta de seu rebanho, dia após dia, mês após mês, assim é ilustrado o papel de Jesus em manter-nos, Suas ovelhas, sãs e salvas. Ele não é esnobe, nem Se preocupa só consigo. Ao contrário, Se preocupa conosco. Em vez de permanecer em Seu trono de glória, Ele desceu a este pequeno grão de poeira, chamado Terra, para livrar-nos do diabo.

Conta-se a história de um jovem que foi a um estudo bíblico sobre como ouvir a Deus. Ele ficou pensando: Deus ainda fala com as pessoas? Ao descer a rua principal de sua cidade, teve o estranho pensamento de parar e comprar um litro de leite. Ele disse em voz alta: "Deus, é o Senhor?" Embora não tenha recebido resposta clara, parou e comprou o leite.

Ao passar pela Rua Sete, sentiu a necessidade de virar numa das travessas. Dirigiu por vários quarteirões, depois sentiu de repente que devia parar. Então pressentiu: Vá e dê o leite para as pessoas da casa do outro lado da rua. "Senhor, isto é insano. Aquelas pessoas estão dormindo e se eu as acordar elas vão ficar furiosas e eu vou parecer um tonto."

Novamente ele sentiu que devia ir e lhes dar o leite. Tocou a campainha. Um homem gritou lá de dentro: "Quem é? O que você quer?"

A porta se abriu antes que o jovem pudesse ir embora.

"O que é?"

"Tome, eu trouxe isto para o senhor."

O homem olhou para o leite e falou com sotaque estrangeiro: "Estávamos orando", ele disse. "Tínhamos umas contas grandes para pagar neste mês e ficamos sem dinheiro. Não tínhamos leite para o nosso bebê. Eu estava pedindo a Deus que me mostrasse como conseguir um pouco de leite."

Sua esposa foi até a porta. "Eu pedi a Deus que enviasse um anjo com um pouco de leite", ela disse. "Você é um anjo?"

O jovem tirou todo o dinheiro que tinha na carteira e o colocou na mão do homem. Voltou para seu carro com lágrimas a lhe escorrer pela face.

Esta história me tocou de certa forma. Ela mostra que Deus responde às orações de maneira misteriosa. Também mostra que Deus realmente Se importa com as pessoas neste planeta condenado – como nos deu vida ao enviar Seu precioso Filho para morrer por nós. É realmente incrível saber que Jesus é de fato nosso Pastor.

Alícia Johns, Ryde, Austrália


Segunda, 16 de fevereiro

Evidência
O TRABALHO DE UM PASTOR

2. Que importância Jesus dá ao conceito de "EU SOU" (que se repete em João 7 e 8)? Que promessa é achada nessas palavras? O que Jesus está nos dizendo com essa afirmação? João 8:24, 28 e 58

No Antigo Testamento, as declarações "EU SOU" são aplicadas a Deus. No Evangelho de João, Jesus aplicou as declarações "EU SOU" do Antigo Testamento a Si mesmo. A salvação futura prometida pelos profetas se tornou realidade presente nEle. Ele é o Bom Pastor revelado em Ezequiel 34 (João 10:11). Ele é o Ser divino (João 8:24, 28 e 58) que conhece antecipadamente o futuro (Isa. 46:9 e 10; João 13:19). Ele é o Yahweh do Antigo Testamento, encarnado para conduzir o Seu povo como prometeu pelos profetas.

Quando Jesus proclamou "Eu sou o bom pastor" (João 10:11), somos lembrados das palavras de Davi no citado e amado Salmo 23: a proclamação de Jesus de que Ele é o bom pastor foi efetivamente uma declaração de Sua identidade como o Senhor Deus. Usando a metáfora do pastor, Jesus pôde reforçar e expandir a bela ilustração que o Salmo 23 traz de Deus como provedor, confortador, libertador, guia e protetor. Além disso, através de João 10, somos capazes de mergulhar profundamente no coração de Jesus para encontrar alguém que nos ama tanto que daria Sua vida por nós (João 10:15).

Para sermos capazes de apreciar verdadeiramente o uso do pastor como metáfora para Jesus e das ovelhas como metáfora para Seu povo, precisamos examinar a relação entre o pastor e as ovelhas nos tempos bíblicos. As ovelhas são mencionadas na Bíblia mais de 500 vezes. Elas eram o animal doméstico mais importante naquela época, pois satisfaziam a maior parte das necessidades da vida – leite, carne, couro e lã (que era também um precioso objeto de comércio). Apesar de tudo o que valiam, porém, as ovelhas exigiam muito, pois não são muito inteligentes, são indefesas e propensas a se extraviar. Conseqüentemente, as ovelhas são inteiramente dependentes de seu pastor para guia, proteção e provisão.

A profissão de pastor era muitas vezes extenuante, requerendo a máxima diligência e perseverança. A busca de pastagem e água às vezes exigia que o pastor levasse suas ovelhas para longe, onde ele ficava exposto aos elementos e sobrevivia dos mais rudimentares alimentos e abrigo. O pastor também tinha de guardar suas ovelhas de ladrões e animais selvagens. Porque as ovelhas eram propensas a se desviar, o pastor tinha de vigiá-las de perto e continuamente verificar seu rebanho. Quando as ovelhas se perdiam, o dever do pastor era encontrá-las e resgatá-las. Era comum um pastor ficar com suas ovelhas por anos, desenvolver afeição por elas e dar-lhes nomes. Por sua vez, as ovelhas reconheciam a voz de seu pastor e iam até ele quando chamadas (versos 3-5).

Assim como as ovelhas ficam perdidas sem seu pastor, ficamos completamente perdidos sem a guia e o amor de Jesus, embora a maioria de nós não perceba isso. E embora não possamos nem começar a imaginar por que, Jesus nos ama e anseia que O amemos em retribuição. Devemos contribuir para essa relação simbiótica sendo boas ovelhas que ouvem a voz do Bom Pastor e nunca se desviam.

Gabriel Mok, Lidcombe, Austrália


Terça, 17 de fevereiro

Exposição
CONHECENDO O PASTOR 

3. Que lições espirituais podemos aprender da história da cura do cego e da investigação dos fariseus? Como podemos ver a nós mesmos nos fariseus? João 9:1-34

A cura criou um sério dilema para os fariseus. Por um lado, a cura apontava para o trabalho de um homem aprovado por Deus. Mas, por ser uma cura no sábado, sem emergência, Jesus parecia estar agindo como um falso profeta (Deut. 13:1-5). O humor da história está em sua ironia. O homem que era cego via cada vez mais claramente que Jesus representava o verdadeiro Deus de Israel. Por outro lado, os fariseus, que viam claramente no sentido físico, e que deveriam ser os guardiães da fé de Israel, se tornaram cada vez mais cegos para a verdade sobre Jesus.

4. Como Jesus aplicou a parábola viva da experiência do cego aos fariseus? João 9:39-41

Entre a coragem e a adversidade, ou a fé cresce ou morre. A convicção desafia a lógica, a confiança desafia o ceticismo, e a coragem derrota a oposição.

Controvérsia. A família de Jesus era cética (João 7:5) de Sua missão, mas reconhecia Seu dom (verso 3). Na Festa, os líderes religiosos desdenharam de Seu nascimento virginal (verso 28), de Sua origem galiléia (versos 41, 42 e 52), de Seus ensinos rabínicos adquiridos em casa (verso 15; 8:5), de Seu milagre divino do ano anterior (5:8 e 17), e de Seu relacionamento com seu Pai-Deus (7:29, 36 e 38; 8:19). Os fariseus O esperavam na festa que era compulsória para todos os judeus do sexo masculino, uma vez que o alvoroço que Ele havia criado ao redor do país havia deixado a teologia deles em falta.

As curas, a purificação do templo, a conversão dos samaritanos, a alimentação de multidões, o andar sobre a água e o afirmar ser o Criador eram só algumas das novas manchetes. Desta vez os fariseus estavam determinados a não deixá-Lo escapar. Mas tinha de ser um irresistível julgamento público de que Ele era um rebelde blasfemo para evitar uma reação violenta do povo (7:12, 13, 40, 41, 46-48).

Cada escape (7:30, 44; 8:59) apenas revelava o controle de Deus sobre o cumprimento da profecia (Dan. 9:25-27). O fato de Jesus declarar que Sua hora ainda não havia chegado (João 2:4) mostrava que Sua missão já estava clara e que Ele estava apenas marcando o tempo. Até então Jesus estava construindo a infra-estrutura para Seu ministério entre o povo dentre o qual seria escolhido o núcleo de Sua igreja infante.

Judeus que reivindicavam sua descendência de Abraão estavam convencidos de que tinham vida eterna, liberdade espiritual e autoria da verdade (8:33 e 41). Afirmavam seu direito genético à salvação sem considerar sua responsabilidade espiritual (Gên. 12:2 e 3). Haviam recebido a Terra Prometida para demonstrar a promessa a todos de que a eternidade tinha muito mais a oferecer do que todos os materiais de origem humana (Heb. 11:13-16). A glorificação própria era um fator mais importante do que exaltar a reputação de Deus (João 8:50). Freqüentemente, na história dos judeus, eles sempre haviam conseguido buscar a Deus sob opressão, mas em tempos de prosperidade e liberdade deixavam de segui-Lo consistentemente. Reinos vizinhos devem ter ficado em dúvida sobre a fidelidade e a lealdade espiritual deles. Deus tinha uma solução.

A conversão. Para vencer a incredulidade, é necessário um confronto pessoal com a verdade. A verdade não é nem um suborno nem uma isca; é uma visão da eternidade. Para cada pessoa, o momento da verdade não é nem conveniente nem ensaiado. Pois a mulher adúltera (8:7), Nicodemos (3:2) e o homem cego (9:38), todos experimentaram a calorosa personalidade de Jesus, a face humana de um Deus perdoador. Havia idéias desafiadoras para qualquer nível de intelecto humano, de condição espiritual, e de posição social.

Para as multidões (7:12 e 13), os guardas (verso 46), seus irmãos (versos 4 e 5), e até para os fariseus (9:16), havia reações mistas. Para os que não estavam plenamente fundamentados em suas crenças, era a situação ideal para confusão, divisão ou apostasia.

A dinâmica de grupo usa a camaradagem, o ridículo ou o ostracismo para obter controle sobre outros. A pressão do grupo pode fazer com que as pessoas ajam contra seu imaturo sistema de crenças. O controle da mente não é um método que Deus usa para persuadir as pessoas a passarem para o Seu lado. Ele tem muito respeito por Sua criação e pela liberdade de escolha que concedeu livremente aos seres humanos, para tomá-la de volta por capricho. Será que era esta a frustração na voz de Jesus quando Ele tentou arrazoar com os judeus? Veja João 8:44-47. Enfrentar a verdade teria sido demasiado para os judeus naquela época?

A verdade não são fatos frios; é a pessoa conhecida como Deus. Não é um termo etéreo, filosófico; é uma entidade viva (6:63). Através do toque de amor e graça de Jesus, cada pessoa encontrava o momento decisivo da verdade que mudaria para sempre seu caminho para a eternidade. Com base em suas histórias de "sucesso", outros se identificavam com o Salvador como o Filho de Deus e não como o Filho do homem (7:40 e 41; 8:10 e 11; 9:16). As bênçãos vêm àqueles que crêem na verdade, mesmo que a crença seja apenas do tamanho de um grão de mostarda. Cristo é a Verdade.

O Cristo. Dos títulos dados a Jesus (Isa. 9:6), nenhum é mais humilde do que aqueles que Ele reivindicou para Si mesmo. Ele Se denominou o Pão da Vida (João 6:35), a Luz do Mundo (8:12), a Porta das Ovelhas (10:7) e a Videira Verdadeira (15:1), entre outros. Na sociedade agrária da época, essas eram as coisas comuns de ocorrência diária, exemplos do mundo natural. Seria seguro assumir que Jesus teria sido enviado para cuidar de ovelhas em algum momento e que Ele teria tido a mesma experiência que Davi teve com as ovelhas. Ser um protetor de criaturas tão frágeis e confiantes colocava uma grande responsabilidade sobre a prontidão, o discernimento e a direção do pastor.

Não seria normal para as ovelhas seguirem seu pastor? Este era o tipo de relacionamento que Jesus desejava com Seus seguidores: completa confiança no chamado do pastor (10:3). Contraste isso com a voz do impostor (verso 5). A mão protetora e abnegada do pastor é o fundamento da confiança (versos 12, 14 e 15), porque ele não é um empregado, mas um membro da família. O conhecimento íntimo do pastor, como Jesus disse mais tarde (I João 1:1-4), alimenta o crescente relacionamento. Experimentar Cristo com todos os nossos sentidos completa a alegria. Aquilo que vimos, ouvimos e tocamos agora está dentro de nós. Nunca precisamos temer se nossa alegria é completa.

Henry Tung, Woodcroft, Austrália


Quarta, 18 de fevereiro

Testemunho
MAIS QUE UM SENTIMENTO 

5. Quantas formas de salvação existem? João 10:1-21. Como o grande conflito é ilustrado aqui? Qual é a diferença entre o pastor e o mercenário?

6. Por que Jesus disse que o Pai O ama? Esse ato O qualifica como o Bom Pastor, ou isso acontece porque Ele já é o Bom Pastor? João 10:17 e 18

Quando Jesus Se descreveu como a porta pela qual as ovelhas deviam entrar, Ele estava descartando todos os outros métodos de salvação. Não existe outro caminho para o aprisco, a não ser pela Porta.

Deus partilhou com o mundo e o Universo Seu coração e alma quando enviou Jesus para viver e morrer por nós. Quando Jesus nos mostrou que Seu Pai é o tipo de Amigo que ri e chora conosco, e verdadeiramente entende como é ser um de nós, compreendemos que Seu amor é real.

"Suportei as vossas dores, experimentei as vossas lutas, enfrentei as vossas tentações. Conheço as vossas lágrimas; também Eu chorei. Aqueles pesares demasiado profundos para serem desafogados em algum ouvido humano, Eu os conheço. Não penseis que estais perdidos e abandonados. Ainda que vossa dor não encontre eco em nenhum coração na Terra, olhai para Mim e vivei" (O Desejado de Todas as Nações, pág. 483). Veja Isaías 54:10.

"Porque somos o dom de Seu Pai, e o galardão de Sua obra, Jesus nos ama. Ama-nos como filhos Seus. Leitor, Ele te ama. O próprio Céu não pode conceder nada maior, nada melhor. Portanto, confia" (Ibidem).

Jesus diz que Sua vida deve ser revivida em nós cada dia. "Estamos formando caracteres parra o Céu. Nenhum caráter pode ser perfeito sem provações e sofrimentos. ... Cristo suportou a prova do caráter em nosso favor para que possamos suportar essa prova em nosso próprio favor mediante o poder divino que Ele nos trouxe. ... Imitai vosso Redentor nessas coisas. ... Não permitais que o próprio eu se eleve, perdendo vosso domínio próprio por imaginardes que as coisas não são como deveriam ser. ... Dois males não produzirão um bem. ... Cristo jamais murmurou, jamais manifestou descontentamento, desagrado ou ressentimento. Nunca ficou desalentado, desanimado ou irritado. Era paciente, calmo e senhor de Si sob as circunstâncias mais excitantes e probantes. ... Os aplausos não O ensoberbeciam. Não temia as ameaças de Seus inimigos. Movia-Se no mundo de excitação, de violência e crime como o Sol se move acima das nuvens. ... Deslizava como o Sol acima de tudo isso. Contudo, não era indiferente aos pesares dos seres humanos. Seu coração sempre se comovia com os sofrimentos e as necessidades de Seus irmãos, como se Ele mesmo fosse a pessoa afligida. Possuía tranqüila alegria interior, uma paz que era serena" (Este Dia com Deus [Meditações Matinais, 1980], pág. 261).

"Não é o temor do castigo, ou a esperança da recompensa eterna, que leva os discípulos de Cristo a segui-Lo. Contemplam o incomparável amor do Salvador revelado em Sua peregrinação na Terra, da manjedoura de Belém à cruz do Calvário, e essa visão dEle atrai, abranda e subjuga o coração. O amor desperta na alma dos que O contemplam. Ouvem-Lhe a voz e seguem-nO" (O Desejado de Todas as Nações, pág. 480).

Clarinda Wang, Earlwood, Austrália


Quinta, 19 de fevereiro

Aplicação
COMO OUVIR A VOZ DO PASTOR 

7. O que os ladrões e assaltantes fazem para as ovelhas? O que os mercenários fazem para as ovelhas? Contraste essa atitude com o que Jesus promete fazer pelas ovelhas.

8. Existe hoje esse tipo de pessoas [mercenários] na igreja cristã? Neste caso, como essas caraterísticas se manifestam?

Jesus nos convida a ter o mesmo tipo de preocupação atenciosa pelos outros como o Bom Pastor tem por suas ovelhas. O mundo está cheio de tristezas, choro, dor e morte. Existe uma necessidade infindável de pessoas que, a partir da força que receberam de Cristo, se disponham a edificar e encorajar os outros.

Minha amiga Sharon tem dois gatos siameses com quase 15 anos de idade: Sasha e Suet. Os gatos dormem com ela toda noite, e ela os trata como se fossem seus filhos. Ao longo dos anos, Sharon acumulou muitas histórias para contar sobre os gatos, mas uma em especial se gravou em minha mente.

O incidente aconteceu quando uma amiga tinha ficado no apartamento de Sharon para tomar conta dos gatos. De repente, sem nenhuma razão aparente, ambos os gatos estavam na porta da frente miando e arranhando furiosamente a porta, tentando passar para o outro lado. Momentos mais tarde, a porta se abriu e era Sharon voltando para casa. Aparentemente os gatos ouviram o carro dela na pista e souberam que sua dona havia voltado.

Sharon mora num complexo de apartamento onde muitos carros entram e saem pela mesma pista o dia todo. É impossível diferenciar todos os barulhos de motores e localizar o barulho exato do carro de Sharon. É claro que Sasha e Suet conheciam sua dona tão bem que conheciam todos os sons associados com ela.

Conhecemos Jesus, o Pastor, suficientemente bem para ouvi-Lo claramente? Isso dependeria do quanto conhecemos Jesus e de quanto tempo passamos com Ele.

Aqui estão três fatores básicos que podem ajudar:

Entrega. Esse é um passo enorme em qualquer relacionamento, humano ou espiritual. É importante que você reconheça Jesus como seu Pastor e aceite Sua presença em sua vida diária e em suas batalhas pessoais. É uma mudança de estrutura mental na qual "Eu posso fazer isto sozinho(a)" se torna "Eu posso fazer isto através de Jesus".

Comunhão. Separe um tempo em seu esquema diário e passe-o com Jesus. Pode ser qualquer atividade, qualquer período de tempo, e qualquer lugar que você escolha. Pode ser andando no parque, meditando silenciosamente em seu quarto, lendo na biblioteca, comungando com outros membros da igreja, prestando trabalho voluntário em alguma entidade, ou mesmo testemunhando em sua escola ou trabalho.

Comunicação. Orar não é uma comunicação de uma só via. É um diálogo de duas vias entre você e Jesus. Portanto, não se apresse em suas orações e não pare no Amém. Espere, abra o coração, e ouça atentamente. Você ficará surpreso com o que Jesus tem a dizer também.

Lisa Lim, San José, EUA


Sexta, 20 de fevereiro

Opinião
TODA A LIBERDADE PARA NÃO...

Compare João 10:1-21 com duas outras histórias de ovelhas e pastores nos Evangelhos (Mat. 18:10-14 e Luc. 15:3-7). Note as semelhanças entre as três passagens e no que elas são diferentes.

Eu me imaginei sendo uma das ovelhas num rebanho que pastava numa bela colina. Após ler João 10:11, uma estranha idéia me veio à mente: de repente fiquei curioso para conhecer como é o balido de uma ovelha.

Uma alcatéia de lobos emergiu de alguma moita cerrada, com a intenção de devorar-nos. Enquanto minhas colegas e eu corremos para salvar a vida, nosso pastor apareceu do nada para deter os lobos que avançavam. O pastor tentou atrair a atenção dos lobos, e eles o atacaram, rasgando suas roupas enquanto ele rolava no chão, lutando com todas as forças. Gradualmente nosso pastor começou a perder terreno. Os ferimentos em seu corpo refletiam a horrível situação em que ele estava. O número de lobos vorazes era demais para ele. Com meus próprios olhos testemunhei meu dono ser morto por uma alcatéia de lobos. Ele deu sua vida em troca da nossa.

Sei que ovelhas não têm inteligência emocional para chorar por seu pastor, que deu a vida em troca da delas. Se tivessem, acho que seria um choro comovente. O pastor tinha a opção de não proteger as ovelhas indefesas? Sim, tinha. Escolheu, porém, sacrificar sua vida pela delas. Seu coração não podia suportar a dor de ver as ovelhas que ele havia criado desde pequeninas morrerem de maneira tão brutal.

Jesus tinha toda a liberdade do Universo para escolher não dar Sua vida por esta raça humana sem esperança, contudo Se tornou um de nós, passou por todo o processo de sofrimento, para trocar Sua vida pela nossa. A raça humana sem esperança finalmente tinha uma solução, e a solução se encontrava no corpo crucificado de Jesus, no Calvário.

Ninguém mais pode assumir essa sagrada responsabilidade de Deus. Se Ele não tivesse escolhido morrer por nossos pecados, nosso destino seria a estrada do desespero. Pense cuidadosamente sobre o significado deste verso: "Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (João 10:11).

Boon Leong Chee, Greenacres, Austrália


RETORNAR